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ALCATRAZ CONTRA OS BIBLIOTECÁRIOS DO MAL
Autor: Brandon Sanderson
Editora: Benvirá
Páginas: 288
Nota: 7
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Sinopse: Um herói com o poder incrível de quebrar coisas. Uma missão de vida ou morte para resgatar um saco de areia. Uma terrível ameaça da poderosa rede secreta que domina o mundo, os Bibliotecários do Mal.
Conheça Alcatraz, um adolescente desastrado que um dia descobre sua verdadeira missão e tem a vida radicalmente mudada. Agora, com a ajuda de uma equipe muito especial, nosso herói precisa deter os Bibliotecários do Mal antes que eles dominem o planeta de uma vez por todas.
Sei que é feio julgar um livro pela capa. Alguém um dia disse que era errado fazer isso e tal, mas é quase impossível. E vamos concordar, por favor. A capa desse livro é uma mixórdia, minha gente. Fiquei com um medo danado do combo “capa+título”. Ainda assim, resolvi encarar a leitura.
Deixa só eu fazer umas ressalvas rápidas antes de falar da história. A Benvirá é uma editora nova, na verdade, um selo da Saraiva. Apesar da imagem da capa não ser lá um primor, quero elogiar o acabamento do volume. A capa tem brilho na medida certa, bom material e a lombada muito bem colada. O livro é muito bem acabado, nesse sentido mais técnico. Quis deixar isso destacado, pois eu nunca tinha lido nada da Benvirá e eu gosto muito de livros que não desmancham quando leio (tipo as letras douradas da Rocco e da Intrínseca, que desaparecem).
Vamos agora ao que interessa. Se a capa é ruim, mas o conteúdo é bom, a gente até releva. Aqui não é o caso. O texto é gostoso de ler (li super depressa), mas o enredo é fraco, forçado e sem graça. A obra conta a história de Alcatraz Smedry, um menino órfão que quebra coisas e vive mudando de lar adotivo (sempre órfãos). Ao completar 13 anos, ele recebe uma estranha herança: um monte de areia. Nesse ponto, as areias são roubadas e ele descobre a verdade sobre si mesmo. Ele é de uma linhagem especial de pessoas, que possuem dons diferentes e lutam contra Bibliotecários que querem dominar o mundo, deixando todas as pessoas da Terra mergulhadas num mar de “burrice”. Para combatê-los, ele recebe pares de óculos mágicos (alta tecnologia em fundição de areias), que fazem de tudo, de enxergar pegadas no chão a soltar raios mortíferos.
Infelizmente, Brandon Sanderson utiliza muita metalinguagem e passa da conta. Algumas intervenções em nome do autor-personagem seriam engraçadinhas, mas o tempo todo acaba cansando. Ele força piadas que não fazem rir (até tem algumas boas, vai…). Só que o argumento da série é nonsense demais. Teoria da conspiração em que bibliotecários querem dominar o mundo? Pff, morri de sono. Talvez, se fosse contado de outro modo, seria melhor.
No entanto, o mais irritante do livro é o autor tentar convencer o leitor o tempo todo de que a conspiração dos bibliotecários é séria e verdadeira. Um autor que confia no seu taco convence seu público com a própria história, deixa o leitor embarcar na maluquice e acreditar na fantasia. Ficar implorando para o leitor acreditar no que está escrito só causa efeito contrário. Cada vez que o personagem aparecia para dizer que a história era real, me desligava do enredo e me fazia lembrar que aquilo era “só um livro”. Quando eu li Harry Potter, eu estava ali dentro de Hogwarts, quando eu li Percy Jackson e os Olimpianos, eu estava ali no Acampamento Meio-sangue. J. K. Rowling e Rick Riordan não precisaram ficar insistindo que o castelo e o acampamento existiam para que eu pudesse me entreter.
É uma pena, pois Alcatraz é um personagem carismático, bem como vovô Smedry e a guerreira Bastilha. O lance dos poderes ao contrário, como o de Alcatraz, que é quebrar coisas, ou o do vovô, que é chegar atrasado, é bem divertido. Os equipamentos e óculos usados também são ideias bacanas. As cenas finais do livro, que mostram uma batalha decisiva, são boas, e mostram que o livro tinha potencial para ser mais do que de fato é.
Sinceramente, não estou interessado em ler os próximos volumes da série. Se eu tiver a oportunidade e o tempo, até posso dar uma chance pra ver se as coisas melhoram, mas, no momento, prefiro priorizar outras leituras.
Quero deixar claro que essa é apenas minha opinião. Se você quiser ler o livro, vou querer saber sua opinião. Se já leu, gostaria que pensasse um pouco nos pontos que expus e diga se concorda ou não.
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Elmo é colaborador do blog, jornalista e dono do Lado Pacificador.
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