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| Publicado por: Elmo | Arquivado em: Lançamentos , Literatura |
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Sangue Quente
Autor: Isaac Marion
Editora: Leya
Páginas: 256
Nota: 9,8
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Sinopse: R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos.
Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro.
Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.
Paixão. Talvez essa seja uma boa palavra pra definir minha relação com “Sangue Quente”. Foi arrebatador, foi surpreendente, foi totalmente novo pra mim. Na real, todo o meu processo com esse livro foi meio cheio de surpresas (boas). Quem acompanha o blog, sabe como descobri e ganhei este livro, na pré-estreia de um filme de terror. Depois de recebê-lo numa bandeja de carne falsa, fui para casa e não resisti a uma espiada no conteúdo. Só de ler as orelhas e a contra capa, já fiquei empolgado. Pulei pra dentro e, com apenas uma dúzia de páginas, fiquei hipnotizado.
É um tipo de história manjada sobre zumbis: mortes, comedores de cérebros, humanos não-infectados se escondendo… Para quem gosta de seriados como The Walking Dead, games como Resident Evil, livros como Noturno, e outras histórias de mortos-vivos, a identificação com o tema é rápida. Só que a mudança de perspectiva narrativa apresentada faz toda a diferença. O autor mostra de forma poética que zumbis podem pensar e sentir emoções para além daquelas causadas pela degustação de um cérebro quentinho.
O personagem principal, chamado R (o que pra mim pareceu ser uma referência à Romeu), não se lembra do passado, de antes de se tornar zumbi. Ele mora em um avião estacionado no aeroporto e passa o tempo todo pensando sobre sua condição atual. Tudo muda quando ele conhece a jovem Julie (que deve ser uma referência à Julieta). A paixão se inicia do jeito mais improvável possível: ele come o cérebro do namorado de Julie.
Daí em diante, os dois passam a viver numa corrida para mudar o mundo, contrariando o desejo do Sr. Grigio, pai da mocinha, e do “Ossudos”, zumbis muito antigos, feitos somente de ossos velhos.
O modo como os dois se enlaçam aos poucos, a vida que passam a compartilhar e o modo como encontram soluções para os problemas cotidianos da relação fazem do livro uma excelente fonte de diversão. Você vai se emocionar e rir diversas vezes.
Isaac Marion, em seu romance de estreia, soube transmitir com maestria uma história poética, reflexiva, filosófica, de viés social, enredo envolvente e sem ser chatão. Você certamente vai captar uma série de mensagens sobre estar vivo num mundo de gente morta, de gente passiva, que não se importa com o que há ao redor e não luta por nada. Também vai ver nas entrelinhas uma série de metáforas sobre preconceito, tolerância, aceitação, e muito mais.
Ah! E as referências musicais são um show à parte. Adoro quando um livro me inspira a ouvir músicas. E a trilha sonora da história não podia ser melhor: Frank Sinatra, The Beatles e por aí vai.
Telona - Hollywood não dormiu no ponto e um filme baseado na história já está em produção, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2012. É bom correr pra ler antes de sair a película, pra já chegar no cinema apaixonado por esse romance.
Justificando a nota 9,8: eu certamente daria um 10 com muito gosto. Resolvi dar um desconto simbólico na nota por conta de um certo desleixo da editora com o texto. Obviamente o cuidado com a revisão do conteúdo foi mínima. O livro tem uma aparência linda, super caprichado, mas editorialmente a Leya escorregou. Nada que prejudique a história de um modo geral, é claro. Entretanto, se você, como eu, se atenta a detalhes como palavras escritas de forma errada, vai perder a fluidez da leitura em alguns pontos. Incomoda um pouco o fato de terem deixado de fazer uma revisão cuidadosa do texto final dessa grande obra antes de mandar a edição para a gráfica. Paciência, né…
Ótima leitura!
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Elmo é colaborador do blog, jornalista e dono do Lado Pacificador.
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| Publicado por: Elmo | Arquivado em: Literatura |
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CRÔNICAS DOS SENHORES DE CASTELO – O PODER VERDADEIRO
Autor: G. Norris e G. Brasman
Editora: Verus
Páginas: 236
Nota: 8
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Sinopse: Em um passado longínquo, um conflito épico foi travado em todo o Multiverso. Para garantir o futuro e o equilíbrio de todos os reinos, um grupo de combate especial, chamado Senhores de Castelo, foi criado.
Depois de anos de guerras devastadoras, os Senhores de Castelo conquistaram a vitória e por mais de três milênios zelaram pela harmonia e pela prosperidade nos quatro quadrantes do Multiverso.
Mas a paz fica ameaçada quando a princesa guerreira Laryssa e seu companheiro androide tentam reativar a magia ancestral do Globo Negro, um artefato de grande poder.
Em meio a perseguições por seres grotescos e por um temível feiticeiro, o caminho da princesa cruza com o de dois poderosos Senhores de Castelo – Thagir, um pistoleiro com braceletes mágicos, e Kullat, um cavaleiro que manipula energia. Tem início então uma eletrizante jornada, em que habilidades de guerra, magia e tecnologia decidirão o destino de todo um planeta.
Já faz mais de um mês que terminei de ler esse livro, mas muita coisa ainda está bem fresca na minha memória. Ainda consigo me lembrar dos rostos que imaginei e de cenas fortes do livro. Um mês pode parecer pouco, só que não é todo livro que tem esse efeito de memória comigo.
Ah! Mas espera um pouco. Do jeito que estou falando, vocês podem estar pensando que achei o livro incrível, espetacular. Não é bem assim. O livro é bom, tem uma história bem construída e cumpre o papel de entreter. Mas não passa muito disso.
Tenho que admitir que não imaginava que uma ficção científica escrita por brasileiros pudesse ser tão ousada. A mitologia criada pela dupla de Gustavos de Curitiba é algo grandioso. Imagino o tamanho da pilha de cadernos e a quantidade de documentos no computador deles só para rascunhar e construir tudo o que nem entrou no livro. Ao conhecer a história de Kullat e Thagir, os dois Senhores de Castelo protagonistas, dá pra sentir o domínio dos autores sobre as histórias por trás dos personagens, suas famílias, as missões que já cumpriram, coisas que não são explicadas no livro, mas que acredito que existam. É aquele tipo de material que poderia render um “livro extra”.
É disso que é feito o primeiro volume da série: personagens sólidos e uma história que corre. Tudo acontece rapidamente, sem enrolação. Eu detesto histórias que se arrastam, sem ação, cujas respostas demoram a ser dadas. Em Crônicas dos Senhores de Castelo as coisas realmente acontecem. E surpreendem. A batalha final é reveladora e prende muito a atenção.
Algo que me incomodou na obra foram as ilustrações. Não curto livro ilustrado. Acho que derruba um pouco o quesito “imaginação”. Você recebe uma imagem já criada das coisas e isso quebra o clima de imaginar como elas são. Fora que, sinceramente, achei os desenhos pouco realistas.
É o tipo de obra que, se fosse estrangeira, poderia render um bom filme. Como é brasileiro, já desisti de sonhar nessa possibilidade. Infelizmente por aqui essas coisas não rolam.
Fiquei fã do Andróide Azio e do Senhor de Castelo Thagir. A série não se tornou favorita pra mim, nem prioridade de leitura, mas fiquei curioso pra ver onde vai dar. Se a sequência caísse hoje no meu colo, eu não resistiria a uma espiada no conteúdo.
Você pode baixar e ler o primeiro capítulo no site oficial: acesse.
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Elmo é colaborador do blog, jornalista e dono do Lado Pacificador.
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ALCATRAZ CONTRA OS BIBLIOTECÁRIOS DO MAL
Autor: Brandon Sanderson
Editora: Benvirá
Páginas: 288
Nota: 7
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Sinopse: Um herói com o poder incrível de quebrar coisas. Uma missão de vida ou morte para resgatar um saco de areia. Uma terrível ameaça da poderosa rede secreta que domina o mundo, os Bibliotecários do Mal.
Conheça Alcatraz, um adolescente desastrado que um dia descobre sua verdadeira missão e tem a vida radicalmente mudada. Agora, com a ajuda de uma equipe muito especial, nosso herói precisa deter os Bibliotecários do Mal antes que eles dominem o planeta de uma vez por todas.
Sei que é feio julgar um livro pela capa. Alguém um dia disse que era errado fazer isso e tal, mas é quase impossível. E vamos concordar, por favor. A capa desse livro é uma mixórdia, minha gente. Fiquei com um medo danado do combo “capa+título”. Ainda assim, resolvi encarar a leitura.
Deixa só eu fazer umas ressalvas rápidas antes de falar da história. A Benvirá é uma editora nova, na verdade, um selo da Saraiva. Apesar da imagem da capa não ser lá um primor, quero elogiar o acabamento do volume. A capa tem brilho na medida certa, bom material e a lombada muito bem colada. O livro é muito bem acabado, nesse sentido mais técnico. Quis deixar isso destacado, pois eu nunca tinha lido nada da Benvirá e eu gosto muito de livros que não desmancham quando leio (tipo as letras douradas da Rocco e da Intrínseca, que desaparecem).
Vamos agora ao que interessa. Se a capa é ruim, mas o conteúdo é bom, a gente até releva. Aqui não é o caso. O texto é gostoso de ler (li super depressa), mas o enredo é fraco, forçado e sem graça. A obra conta a história de Alcatraz Smedry, um menino órfão que quebra coisas e vive mudando de lar adotivo (sempre órfãos). Ao completar 13 anos, ele recebe uma estranha herança: um monte de areia. Nesse ponto, as areias são roubadas e ele descobre a verdade sobre si mesmo. Ele é de uma linhagem especial de pessoas, que possuem dons diferentes e lutam contra Bibliotecários que querem dominar o mundo, deixando todas as pessoas da Terra mergulhadas num mar de “burrice”. Para combatê-los, ele recebe pares de óculos mágicos (alta tecnologia em fundição de areias), que fazem de tudo, de enxergar pegadas no chão a soltar raios mortíferos.
Infelizmente, Brandon Sanderson utiliza muita metalinguagem e passa da conta. Algumas intervenções em nome do autor-personagem seriam engraçadinhas, mas o tempo todo acaba cansando. Ele força piadas que não fazem rir (até tem algumas boas, vai…). Só que o argumento da série é nonsense demais. Teoria da conspiração em que bibliotecários querem dominar o mundo? Pff, morri de sono. Talvez, se fosse contado de outro modo, seria melhor.
No entanto, o mais irritante do livro é o autor tentar convencer o leitor o tempo todo de que a conspiração dos bibliotecários é séria e verdadeira. Um autor que confia no seu taco convence seu público com a própria história, deixa o leitor embarcar na maluquice e acreditar na fantasia. Ficar implorando para o leitor acreditar no que está escrito só causa efeito contrário. Cada vez que o personagem aparecia para dizer que a história era real, me desligava do enredo e me fazia lembrar que aquilo era “só um livro”. Quando eu li Harry Potter, eu estava ali dentro de Hogwarts, quando eu li Percy Jackson e os Olimpianos, eu estava ali no Acampamento Meio-sangue. J. K. Rowling e Rick Riordan não precisaram ficar insistindo que o castelo e o acampamento existiam para que eu pudesse me entreter.
É uma pena, pois Alcatraz é um personagem carismático, bem como vovô Smedry e a guerreira Bastilha. O lance dos poderes ao contrário, como o de Alcatraz, que é quebrar coisas, ou o do vovô, que é chegar atrasado, é bem divertido. Os equipamentos e óculos usados também são ideias bacanas. As cenas finais do livro, que mostram uma batalha decisiva, são boas, e mostram que o livro tinha potencial para ser mais do que de fato é.
Sinceramente, não estou interessado em ler os próximos volumes da série. Se eu tiver a oportunidade e o tempo, até posso dar uma chance pra ver se as coisas melhoram, mas, no momento, prefiro priorizar outras leituras.
Quero deixar claro que essa é apenas minha opinião. Se você quiser ler o livro, vou querer saber sua opinião. Se já leu, gostaria que pensasse um pouco nos pontos que expus e diga se concorda ou não.
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Elmo é colaborador do blog, jornalista e dono do Lado Pacificador.
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| Publicado por: Nina | Arquivado em: Literatura |
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Poderosa – Diário de uma garota que tinha o mundo na mão -2
Autor: Sérgio Klein
Editora: Fundamento
Páginas: 148
Nota: 9
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Sinopse: Joana Dalva é uma adolescente que dá vida às palavras quando escreve com a mão esquerda. Mas, nem tudo é tão mágico assim… Sua avó acaba de falecer.
Ela tenta se conformar com a situação ao visitar um asilo para a aula de história, mas faz duas descobertas inusitadas: as doações feitas aos idosos estão sendo roubadas e se depara com ninguém menos… que sua avó!
Esse é só o começo da novas aventuras de Joana Dalva, muitos perigos – e até sequestro, a aguardam.
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