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A JANELA DE OVERTON
Autor: Glenn Beck
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Nota: 7
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Sinopse: Um plano para destruir os EUA vem sendo preparado há cem anos, e agora está prestes a ser colocado em prática… Alguém será capaz de impedi-lo? E se você descobrisse que tudo em que você acreditou até hoje não passa de uma grande farsa? Que a roupa que você veste todos os dias pela manhã, assim como o carro que você dirige não são escolhas suas? Que o governante que você elegeu na última eleição para comandar sua cidade e seu país também não depende de você? E se chegasse à conclusão de que toda autonomia e livre-arbítrio que você julga ter, na verdade, atendem a um outro comando que não as suas ideias e a sua própria vontade?
Vou chutar logo a porta: não gosto de livro que acaba e me deixa com cara de “hã? acabou? era isso?”. E foi exatamente isso que aconteceu com A Janela de Overton.
O autor até manda bem na narrativa e o livro é até gostoso de ler. Mas falta um tchan, sabem? O romance que rola entre os protagonistas é bem convincente e o argumento do livro tinha tudo pra ser interessante. Teoria da conspiração, envolvendo coisas do dia-a-dia, é sempre um tema muito legal (apesar de eu achar que, nesse caso, o tema deve fazer muito mais efeito para leitores norte-americanos).
Se você for alguém ligado nos noticiários, ao ler A Janela de Overton, perceberá todos os dias sinais claros do que está sendo descrito por Glenn Beck. Crise econômica? É uma realidade muito próxima de todos nós. Como isso afeta a vida da população e como isso poderia servir de desculpa para manipuladores é o grande trunfo da obra em questão.
No entanto, o livro se fixa muito nas descobertas do protagonista Noah e na preparação para o plano tramado por um grande empresário das Relações Públicas entrar em vigor. Fica faltando o resultado disso tudo. O leitor é sumariamente privado de conhecer o “depois” ou, no mínimo, ter uma visão mais clara do que vem depois. Não há nem ao menos um gancho para uma sequência, para se ter ideia. Parece que a what does Zithromax look like coisa toda acaba de qualquer jeito (não vou entrar em detalhes para não estragar nada para quem ainda for ler). Fato é que o livro termina onde deveria haver o clímax.
Por ser um livro com começo e meio, mas sem fim satisfatório, não consegui me apegar a ele depois de terminá-lo. Não tem nem de longe chances de estar entre meus favoritos. Dentro de um ano ou dois, é provável até que eu tenha esquecido que já o li.
A Janela de Overton teve um trabalho bem competente de divulgação da Novo Conceito, tanto que recebi o livro dentro de uma “caixa enigma” com um cadeado de segredo. Tive que descobrir as respostas de três perguntas para abrí-lo. A ideia foi boa, pena que o cadeado era de péssima qualidade e, na hora de girar o terceiro número, não rolou. Aí arrombei a caixa, né…
 Tão aí livro e caixa, em cima do lençol xadrezinho da minha cama hahaha
Vale a leitura para entender alguns conceitos de Relações Públicas, vale pelo romance, vale pela teoria da conspiração divertida, mas deixa a desejar no final.
Com tanto bafafá em cima do livro, estava esperando uma experiência um pouco mais completa de leitura. Acho que se Dan Brown (de quem sou fã suspeito) tivesse escrito, sairia nota 9.
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Elmo é colaborador do blog, jornalista e dono do Lado Pacificador.
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