A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr
22
março

A BATALHA DO APOCALIPSE
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus
Páginas: 586
Nota: 9,5“Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o juízo final.”
Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.
Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.
A Batalha do Apocalipse é um livro que me fez rever meus conceitos. Não por sua história (que também posso afirmar que quebra muitos paradigmas), mas porque foi o primeiro livro que levei mais de dois dias para ler (uma semana) mesmo gostando do livro (é que se gosto do livro, não consigo dormir sem saber o final).
Isso se deu pelo fato do livro ser carregado de informações e detalhes que fazem você ler e reler para não perder nada. Você vai percebendo que todos os detalhes são essenciais para o desenrolar da história, por isso é preciso ler com calma, atenção e saboreando os detalhes. Saborear. Essa é uma boa palavra para você descrever a leitura do ‘A Batalha do Apocalipse’.
Nesse livro, o autor brasileiro Eduardo Spohr criou um mundo com anjos, feiticeiras e demônios. É um livro que mistura realidade (se aproxima tanto de nossa realidade que até me deixou com medo em alguns pontos), mitologia e ficção. Tão bem detalhado que só me levou a crer que Sphor pesquisou muito antes de escrevê-lo. E por isso eu tiro meu chapéu para o autor.
É um livro narrado em terceira pessoa, o que me incomodou um pouco no começo (já falei aqui em outra resenha que estranho no começo livros narrados em terceira pessoa), mas à medida que a história vai se desenrolando, você se acostuma e até gosta da narração. E para aqueles que, assim como eu, gostam de narrativas em primeira pessoa, o livro traz uma surpresa muito agradável! (=D)
A Batalha do Apocalipse não segue uma ordem cronológica, o que faz você se perder em alguns momentos (ao menos eu me perdi), mas você irá se adaptar com isso ao desenrolar da historia. O livro começa em um futuro não muito distante e através da utilização de recursos de flashbacks (me lembrou Lost. Será que o Eduardo Sphor também era fã da série?) alguns fragmentos da história e da vida do herói são mostrados.
Infelizmente, A Batalha do Apocalipse é daqueles livros que não se pode falar muito da trama e dos seus desfechos. Nada muito além do que já está no resumo do livro. Cada detalhe é importante para os desfechos surpreendentes e o mínimo comentário pode estragar o livro ou tirar toda a graça da leitura.
O personagem principal da trama é Ablon, um anjo renegado que foi expulso do céu ao se rebelar contra o tirano arcanjo Miguel e ser traído por Lúcifer.
Outra personagem importante é Shamira, a feiticeira (parada para dizer que Shamira é minha personagem preferida no livro, gosto de sua força, sua determinação, sua sabedoria. O autor soube como construir a figura feminina do livro na medida certa). Ela é um dos pontos-chave na história, é a pessoa que ajuda Ablon em muitos momentos no decorrer do livro. Shamira é tão importante para Ablon, que acaba se tornando o ponto fraco do herói.
Um fato que achei de grande relevância e que demonstra o respeito de Eduardo com seu leitor (e você percebe que são muitos, Sphor se preocupa tanto com sua história e com seus leitores que isso é percebível em muitas partes da história) é possuir um Glossário e a Linha do Tempo. Sendo um livro com tantos detalhes históricos, isso é de grande ajuda para que você possa entender alguns personagens.
Mesmo não podendo falar muito da história, posso afirmar que se assim como eu, você for fã de literatura fantástica, não irá se arrepender da leitura.
“Acreditar no impossível é a chave para entender os segredos do universo”
Faz tempo que estou querendo ler esse livro, várias resenhas positivas estão rolando ai nos blogs.
Gostei da sua resenha….
Ah! é bom ver a Fraky de volta, você faz falta, garota!
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Estou lendo esse livro agora, é MUITO bom. Vale muito a pena, não terminei, estou ainda na 2ª parte (se não me engano capitulo 6). E é verdade, tem partes que você lê, você para, reflete, lê denovo e fica espantando com algumas coisas. O autor deve ter pesquisado mesmo, muitas coisas que eu leio eu fico pensando: “Puts, será que é verdade?” É um livro que recomendo, mesmo não sabendo do final.
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thank you again!http://www.agrotama.net
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