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| Publicado por: Elmo | Arquivado em: Lançamentos , Literatura |
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O RECRUTA
Cherub #1
Autor: Robert Muchamore
Editora: Fundamento
Páginas: 296
Nota: 8
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Sinopse: CHERUB é uma agência de espionagem. Seus agentes têm entre 10 e 17 anos e costumam passar despercebidos no mundo dos adultos, que não veem uma criança ou adolescente como ameaça. Oficialmente, esses agentes não existem. Mesmo para um adolescente, a rotina de James Choke era conturbada até demais – ele nunca procurava confusão, mas estava sempre metido em uma. E as coisas só pioraram quando a mãe do garoto morreu no mesmo dia em que ele foi expulso da escola depois de uma briga com uma colega de classe. James foi mandado para uma instituição para órfãos, onde encontra garotos com histórias ainda piores que as dele e que invariavelmente sairiam dali direto para uma curta e tensa vida de crimes. Quando pensou que nada poderia mudar seu destino, James foi surpreendido com um convite para tornar-se um agente da CHERUB. Ele agarrou a chance e começou um treinamento que testou todos os seus limites físicos e psicológicos. A primeira missão de James foi infiltrar-se em uma comunidade onde um grupo de terroristas poderia estar se escondendo. Mas será que ele estava realmente pronto para agir sem despertar suspeitas? Será que vai suportar a pressão de cumprir uma tarefa tão arriscada? O garoto terá que entender que no jogo de espiões da vida real não existe “continue” ou “restart”. E que falhar não é uma opção. A série CHERUB é um sucesso entre jovens da Inglaterra, Estados Unidos, Portugal, Suécia e Japão, entre outros países. Você não pode perder esta aventura de tirar o fôlego!
Mais uma missão recebida diretamente da coronel Fracky: capturar e dissecar o volume 1 da série Cherub, de Robert Muchamore. Missão dada é missão cumprida, coronel.
Li “O Recruta” em um ritmo frenético, difícil de manter quando você trabalha o dia todo, precisa cuidar da casa quando chega cansado e tem cerca de 40 minutos por dia, dentro do ônibus, para ler. Foram 5 dias, talvez, e eu já tinha terminado o volume, que não é pequeno.
Sabe aquelas séries de TV que envolvem espionagem, missões e tal? A sensação que o livro passa é quase essa. O modo como Muchamore escreve é muito leve, te deixa grudado, devorando parágrafo depois de parágrafo. James, de 12 anos, é o personagem principal. Ele consegue ser carismático mesmo sendo absolutamente normal (a não ser, talvez, por sua habilidade matemática).
James tem uma família problemática, uma irmã mais nova super companheira, fica órfão de mãe (ai que clichê, Brasil) e é isso o que desencadeia a história.
Depois de ir para uma espécie de orfanato, ele acaba sendo “abduzido” pela Cherub, que é uma agência secreta de espionagem do governo, criada para treinar apenas crianças e adolescentes.
A ideia de existir uma Cherub é bem legal. Você começa a imaginar se existem mesmo crianças altamente treinadas espalhadas pelo mundo, cumprindo missões especiais. A mim, seria um ótimo argumento para uma série de televisão. E faria sentido esses livros se tornarem uma série. Afinal. são 12 livros. DOZE (treze, se contar o livro “nove e meio”, que é um volume menor).
Confesso que não fiquei nem um pouco animado em me comprometer a ler 12 livros da série. É bom, mas a falta de um gancho claro para a sequência, algo que te deixe querendo muito saber o que acontece depois, dificulta o comprometimento. O livro parece não depender das sequências.
Sabe o que é mais estranho? Depois do 12º livro, começa uma “nova temporada”, ainda sobre a agência de espionagem, mas com outro protagonista. Parece coisa do Rick Riordan, que não desapega do Acampamento Meio-sangue.
Pontos altos: muita ação, muita coisa acontecendo o tempo todo, uma pitada de comédia e romance. Gostinho de série policial de TV. O livro é bem bonito, com detalhes coloridos no miolo. Fora o clichê chechelento de que o cara precisa ser órfão pra viver altas aventuras, o livro é uma boa leitura. Outra coisa bacana é que, apesar de o protagonista ter 12 anos, o livro não é infantilóide e a história parece acontecer com alguém mais velho. Não tenha medo de lê-lo por achar que será um livro bobo. “O Recruta” é qualquer coisa, menos bobo.
Pontos fracos: a série de livros ter 12 volumes (ou mais). Convenhamos que é muita história pra contar. O tipo de narrativa aberta, com histórias de missões aparentemente independentes, deve facilitar a criação de tantos livros, mas né? Ninguém merece ficar preso a tantos livros. O segundo livro chega no Brasil ainda este mês e tem o nome “Classe A”.
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Elmo é colaborador do blog, jornalista e dono do Lado Pacificador.
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| Publicado por: Elmo | Arquivado em: Literatura |
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ALCATRAZ CONTRA OS BIBLIOTECÁRIOS DO MAL
Autor: Brandon Sanderson
Editora: Benvirá
Páginas: 288
Nota: 7
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Sinopse: Um herói com o poder incrível de quebrar coisas. Uma missão de vida ou morte para resgatar um saco de areia. Uma terrível ameaça da poderosa rede secreta que domina o mundo, os Bibliotecários do Mal.
Conheça Alcatraz, um adolescente desastrado que um dia descobre sua verdadeira missão e tem a vida radicalmente mudada. Agora, com a ajuda de uma equipe muito especial, nosso herói precisa deter os Bibliotecários do Mal antes que eles dominem o planeta de uma vez por todas.
Sei que é feio julgar um livro pela capa. Alguém um dia disse que era errado fazer isso e tal, mas é quase impossível. E vamos concordar, por favor. A capa desse livro é uma mixórdia, minha gente. Fiquei com um medo danado do combo “capa+título”. Ainda assim, resolvi encarar a leitura.
Deixa só eu fazer umas ressalvas rápidas antes de falar da história. A Benvirá é uma editora nova, na verdade, um selo da Saraiva. Apesar da imagem da capa não ser lá um primor, quero elogiar o acabamento do volume. A capa tem brilho na medida certa, bom material e a lombada muito bem colada. O livro é muito bem acabado, nesse sentido mais técnico. Quis deixar isso destacado, pois eu nunca tinha lido nada da Benvirá e eu gosto muito de livros que não desmancham quando leio (tipo as letras douradas da Rocco e da Intrínseca, que desaparecem).
Vamos agora ao que interessa. Se a capa é ruim, mas o conteúdo é bom, a gente até releva. Aqui não é o caso. O texto é gostoso de ler (li super depressa), mas o enredo é fraco, forçado e sem graça. A obra conta a história de Alcatraz Smedry, um menino órfão que quebra coisas e vive mudando de lar adotivo (sempre órfãos). Ao completar 13 anos, ele recebe uma estranha herança: um monte de areia. Nesse ponto, as areias são roubadas e ele descobre a verdade sobre si mesmo. Ele é de uma linhagem especial de pessoas, que possuem dons diferentes e lutam contra Bibliotecários que querem dominar o mundo, deixando todas as pessoas da Terra mergulhadas num mar de “burrice”. Para combatê-los, ele recebe pares de óculos mágicos (alta tecnologia em fundição de areias), que fazem de tudo, de enxergar pegadas no chão a soltar raios mortíferos.
Infelizmente, Brandon Sanderson utiliza muita metalinguagem e passa da conta. Algumas intervenções em nome do autor-personagem seriam engraçadinhas, mas o tempo todo acaba cansando. Ele força piadas que não fazem rir (até tem algumas boas, vai…). Só que o argumento da série é nonsense demais. Teoria da conspiração em que bibliotecários querem dominar o mundo? Pff, morri de sono. Talvez, se fosse contado de outro modo, seria melhor.
No entanto, o mais irritante do livro é o autor tentar convencer o leitor o tempo todo de que a conspiração dos bibliotecários é séria e verdadeira. Um autor que confia no seu taco convence seu público com a própria história, deixa o leitor embarcar na maluquice e acreditar na fantasia. Ficar implorando para o leitor acreditar no que está escrito só causa efeito contrário. Cada vez que o personagem aparecia para dizer que a história era real, me desligava do enredo e me fazia lembrar que aquilo era “só um livro”. Quando eu li Harry Potter, eu estava ali dentro de Hogwarts, quando eu li Percy Jackson e os Olimpianos, eu estava ali no Acampamento Meio-sangue. J. K. Rowling e Rick Riordan não precisaram ficar insistindo que o castelo e o acampamento existiam para que eu pudesse me entreter.
É uma pena, pois Alcatraz é um personagem carismático, bem como vovô Smedry e a guerreira Bastilha. O lance dos poderes ao contrário, como o de Alcatraz, que é quebrar coisas, ou o do vovô, que é chegar atrasado, é bem divertido. Os equipamentos e óculos usados também são ideias bacanas. As cenas finais do livro, que mostram uma batalha decisiva, são boas, e mostram que o livro tinha potencial para ser mais do que de fato é.
Sinceramente, não estou interessado em ler os próximos volumes da série. Se eu tiver a oportunidade e o tempo, até posso dar uma chance pra ver se as coisas melhoram, mas, no momento, prefiro priorizar outras leituras.
Quero deixar claro que essa é apenas minha opinião. Se você quiser ler o livro, vou querer saber sua opinião. Se já leu, gostaria que pensasse um pouco nos pontos que expus e diga se concorda ou não.
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Elmo é colaborador do blog, jornalista e dono do Lado Pacificador.
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| Publicado por: Fracky | Arquivado em: Literatura |
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DOCE VAMPIRO
Autor: Flynn Meaney
Editora: Verus
Páginas: 248
Nota: 8
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Sinopse: Tímido e desajeitado, Finbar Frame, de 16 anos, é daquele tipo que nunca consegue ficar com nenhuma menina. Alto, magro, pálido e alérgico ao sol, infelizmente as garotas do colégio não apreciam sua pele nem sua alma sensível. Mas, quando ele percebe que elas são obcecadas por vampiros, decide adotar medidas extremas – ele vai se tornar um vampiro! Ou pelo menos fingir… para ser mais popular entre a ala feminina do colégio.
O lançamento de Doce Vampiro me pegou de surpresa, eu já havia visto comentários sobre ele em blogs americanos dizendo que era uma leitura super divertida, mas não sabia que seria lançado no Brasil e do nada PLUF vejo um anuncio sobre ele no Skoob!
A trama é sobre Finbar Frame (sim, seus pais realmente deram esse nome a ele), um adolescente um pouco geek que só quer arrumar uma namorada e tirar boas notas no colegio. Mas sua vida não é das mais faceis, começando por sua mãe-coruja e por seu irmão gêmeo, mas que diferente dele é estrela do time e popular com as garotas. Sem falar que sua família está de mudança para uma nova cidade e ele tem que começar o ano escolar em um novo colégio onde ele não conhece ninguém!
Voltando de um encontro em sua nova cidade, que diga-se de passagem foi um tremendo fiasco, Finbar se da conta que várias meninas a sua volta estão lendo livros sobre vampiros. E ele começa a notar como a cultura está popular atualmente e o quanto as garotas estão derretidas por sugadores de sangue.
Então ele pensa “o que um vampiro tem que eu não tenho?” e começa a notar que possui algumas semelhanças com os vampiros: ele é tão branco quanto uma folha de papel, alto, magro e tem problemas com o sol (ele tem alergia/sensibilidade ao sol, por isso tenta evitar ao máximo!).
E é aí que ele tem a idéia genial de “se transformar em um vampiro” para conseguir atrair as garotas, já que as aulas ainda não começaram e ninguém de seu novo colégio o conhece!
E para se tornar um vampiro perfeito ele faz uma maratona de livros e filmes sobre o tema, que aliás é uma das minhas partes favoritas do livro, e fica fazendo comentários sobre títulos que foram realmente publicados e nós conhecemos.
Finbar é um personagem muito carismatico, com seu jeito tímido e desajeitado ele me ganhou no primeiro capítulo, assim que eu soltei a primeira risada. Ele tem senso de humor e consegue transformar sua viada em uma piada particular.
Vocês já podem imaginar as situações que ele acaba se metendo pra manter essa pose de vampiro, né? Não é facil, e ainda por cima ele tem que fingir que não se alimenta de comida normal!
Flynn Meaney criou uma obra muito divertida e, com bom senso, tirando um pouco de sarro dessa febre vampiresca. Com uma leitura leve e rápida, Doce Vampiro é risada garantida!
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